Os cabelos brancos são símbolo de toda uma vida que já passou. “No mundo em que eu andava, tinha deixado de acreditar em tudo. Andava num mundo fechado, só meu, à espera de cair”. Quem o resgatou e o levou para o Vale de Acór foi a sua professora primária que, quarenta anos depois de lhe ter dado aulas, o encontrou na rua e o levou para ali. “Essa senhora fez-me a promessa de que todos os dias, enquanto eu estivesse aqui, iria rezar a Nossa Senhora por mim. E eu acredito que isso me ajudou no meu percurso”.
“… percurso este que foi uma luta, onde com esforço e dedicação consegui contrariar-me recebendo e aceitando a ajuda que me fez hoje ter alegria e vontade de viver. A minha graduação significou o alcançar dos meus propósitos, o renascer para uma vida nova, digna de viver onde fazem parte a minha família e amigos”.
“Para mim o Vale de Acór diz tudo, caminho para a verdade e esperança de uma vida nova. Hoje vejo-me uma pessoa alegre, útil, integrado na sociedade, com valores, responsabilidade e determinação nas decisões”.
Aos que vem atrás, deixa a mensagem de que “é preciso acreditar que é possível mudar de vida. Não esquecer daqueles de quem mais gostamos e quem mais fazemos sofrer.”
Foram cinco os utentes graduados a 6 de Janeiro de 2010. Chegaram até aqui e estão preparados para partir.